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Anfavea prevê crescimento de 8,5% das vendas de carros este ano

Resultado significaria mais 2,3 milhões de unidades emplacadas até o final de dezembro

A Anfavea (associação das fabricantes) divulgou nesta sexta-feira (7) a sua previsão para o resultado das vendas e da produção de veículos do País para 2022. A expectativa é de que haja 8,5% de aumento nos licenciamentos em comparação com o ano passado. 

Em números, caso o Brasil atinja este aumento nas vendas, o resultado seria de 2,3 milhões de emplacamentos para automóveis e comerciais leves, ou cerca de 180 mil unidades a mais do que o fechamento de 2021. Deste aumento total, 8,4% corresponderia ao dos automóveis, com fechamento previsto de 2,1 milhões de unidades licenciadas em 2022, contra 1,9 milhão no ano passado. 

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Com relação à produção, a expectativa de crescimento da Anfavea é de 9,4%, totalizando 2,4 milhões de veículos entregues até o final do ano. A comparação é sobre as 2,2 milhões de unidades produzidas em 2021. Para Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, estas previsões não se tratam de "nenhum crescimento forte", mas que é "possível alcançar" ainda que a indústria vá enfrentar problemas com "ofertas e insumos; demanda e desemprego alto; e taxa de juros bastante alta" que impactam no desempenho do setor. 

Caso a aposta da Anfave se concretize, o resultado dos licenciamentos esperado para 2022 traria o Brasil próximo ao patamar de 2017, assim como para a produção, quando o País encerrou as vendas em 2,2 milhões de unidades (ou perto de 2007, quando foram 2,5 milhões de veículos vendidos). Em termos globais, a consultoria BCG calcula que o mundo só recuperará o volume de produção de veículos de 2018, de 95 milhões de unidades, em 2025, uma vez que para este ano ainda se espera um déficit de 7 a 8 milhões de automóveis fabricados por conta da crise de desabastecimento (número que vai diminuindo gradativamente até 2025).

Moraes diz que mesmo em meio a um contexto ainda majoritariamente desfavorável para a indústria, seria possível obter um resultado melhor do que o previsto para 2022 caso o governo eliminasse o Imposto sobre Produtos Industrializados, porque entende ser "uma tributação absurda". "Tem imposto sobre produto industrializado, mas não sobre produto agrícola", compara o executivo. "Se a gente tivesse só o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que seria o equivalente ao PIS-Cofins mais o ICMS, já seria uma tributação bastante razoável e aí a gente poderia trazer esse consumidor e aumentar esse volume substancialmente, e provalvemente a arrecadação seria maior do que ela é hoje."

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