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Carros salvados - o que eles são e quais são os perigos que podem esconder

Quando um carro é colocado à venda por preço muito abaixo do de mercado, desconfie: ele pode ser um salvado, uma roubada maiúscula. Entenda aqui

Um carro salvado é, basicamente, um automóvel que deu perda total e, mesmo assim, é colocado de volta no mercado. Mas não qualquer um. Na perda total, ou valor a ser pago no conserto excede uma porcentagem que o torna desinteressante para a seguradora, por conta de peças caras, por exemplo, ou o carro ficou num estado irreparável, como em um acidente grave, que compromete sua estrutura, ou em uma enchente, que inutiliza sua parte elétrica. Os deste último caso são os que se encaixam melhor na descrição, ainda que os primeiros também possam entrar nela se o conserto exigido não for realizado como deveria, com o uso de peças recuperadas ou mesmo de segunda linha. Quando estes automóveis são revendidos, eles já passaram por operações de resgate mecânico e estético, apresentando-se (quase) sem defeitos. Maquiagem pura: há danos que nem a melhor oficina consegue reparar. E alguns deles podem por a segurança em risco, como mostram reportagens da Folha de Londrina e Quatro Rodas. Siga as nossas dicas para identificar um salvado e conheça todos os perigos que ele pode esconder.

 

Analise os pneus

Verifique bem o desgaste dos pneus. Se ele for irregular, especialmente entre pneus de um mesmo eixo, você pode estar diante um automóvel com carroceria desalinhada ou com eixos empenados, algo que pode ter sido causado por uma grave colisão lateral, entre outros acidentes.

Atenção às colunas!

As colunas de um carro são parte fundamental da sua estrutura, além de serem o suporte do teto. A coluna A se encontra entre o para-brisa e as portas da frente. A B, entre as portas dianteiras e traseiras. O C, logo depois da segunda fileira de bancos. Peruas, minivans e SUVs têm ainda uma coluna D. Estude-os com atenção, verificando se os mesmos revelam sinais de reparos ou de repinturas recentes. Uma boa forma de saber são as borrachas dos vidros: verifique se elas estão bem alinhadas. Outro elemento que ajuda é o posicionamento das dobradiças das portas. Um pilar danificado ou enfraquecido, consertado com aços fora de especificação, transforma o carro em uma grande arapuca sobre rodas. E a caça são seus ocupantes... 

Inspecione os vidros

Um vidro pode ser trincado por uma pedra, numa situação de assalto/roubo da viatura ou, então, num acidente. No entanto, a forma mais fácil de perceber se o automóvel esteve envolvido num acidente grave é inspecionar os vidros. Se o veículo trouxer o chassi gravado neles, verifique se a numeração é igual em todos eles. Não só no conteúdo, mas também na forma como ela vem escrita. Se houver sinais de que os vidros originais se quebraram, tente entender o que causou a quebra. Se mais de um vidro já tiver sido substituído, foge que é cilada.

Levante os tapetes e revestimentos

Em acidentes leves, o piso do habitáculo não é afetado. Não se pode dizer o mesmo de acidentes graves, nos quais o assoalho sempre vai mostrar uma marca (ou várias). Por isso, levante os tapetes e carpetes e verifique se o piso é o original ou se revela sinais de recuperação, pintura recente etc. Esse procedimento também costuma apontar carros que dão perda total em enchentes, por conta do mau cheiro dos revestimentos ou de umidade que eles possam apresentar.

Cuidado com a parte elétrica

Outro elemento que evidencia "vítimas" de enchente é a parte elétrica. Lâmpadas que não funcionam ou sistemas que não funcionam quando acionado, e que funcionam quando ninguém apertou botão nenhum, são um indício grave de problemas. Enchentes oxidam os contatos, algo especialmente problemático em veículos modernos, com muitas centrais eletrônicas. Algumas delas podem custar mais do que o carro. Fuja de veículos com problemas elétricos o máximo que puder.

Número do chassi

Entre os carros salvados, não é incomum encontrar aqueles que são basicamente um “vários em um”, com o aproveitamento de diversas peças de outros veículos, motor incluído. E documentação. Como não tiveram baixa, eles muitas vezes são usados para "esquentar" um carro roubado com seus documentos. Vistorias de empresas como a Dekra e a Supervisão pegam coisas deste tipo e trazem até garantia caso não o façam. Caso prefira fazer a vistoria por conta própria, verifique o número de série do motor e confirme se ele coincide com o número que consta nos documentos apresentados. Preste muita atenção também aos locais do carro em que o número do chassi do carro é gravado. Certifique-se de que não há sinais de emendas ou consertos por ali.

Teto novo?

Um teto novinho num carro em que a idade já pesa pode querer dizer que ele foi repintado ou consertado, por eventuais pontos de ferrugem, por exemplo, mas também pode significar uma outra coisa: capotamento. O melhor é evitar a compra de carros que já capotaram, por conta das forças impostas ao automóvel neste tipo de acidente. Por mais competente que tenha sido o conserto, ele nunca ficará com a mesma estrutura com que foi construído. E há muitos outros carros do mesmo modelo que você pode escolher, ainda que certamente mais caros. Esse é um exemplo típico de barato que sai caro.

Verifique a abertura e fechamento de todas as portas

Num acidente em que existam danos estruturais, os primeiros indícios de gravidade estão nos alinhamentos ou na falta deles. Abra e feche portas, capô e porta-malas, analisando se eles se fecham e se abrem sem dificuldades. Preste atenção aos ruídos de fechamento: se forem diferentes de um lado e de outro do carro, há algo de errado. Verifique também se os vãos entre as portas revelam medidas similares.

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