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Centenária, Citroën faz conceito que celebra automóvel: o Ami One

Elétrico, urbano e para duas pessoas, modelo poderá ser dirigido por qualquer pessoa. Mesmo sem habilitação

A Citroën celebrará 100 anos em 2019. E sabe bem que o futuro não precisa eliminar o automóvel. Ele continuará a ser um item indispensável à mobilidade humana, ainda que eventualmente de modos diferentes do que os que conhecemos hoje. Um dos caminhos apontados é o do compartilhamento, algo já tentado em Paris com carros elétricos. E que a Citroën parece querer repetir com o Ami One, um conceito elétrico, simétrico, urbano e que pode ser dirigido mesmo por pessoas sem carteira de habilitação. Muita informação? A gente já detalha cada uma delas a seguir.

O Ami One, que promete ser a maior atração da marca no Salão de Genebra, tem 2,50 m de comprimento, 1,50 m de largura e 1,50 m de altura, ele lembra um caixote preto e laranja. Tem apenas 425 kg, o que é muito leve para um veículo elétrico. Sem a capacidade de seu pacote de baterias informado, a Citroën se limita a dizer que ele tem autonomia de 100 km e que atinge velocidade máxima de 45 km/h. Pode parecer pouco, mas é o que a lei europeia exige para os chamados "sans permis", veículos pequenos que podem ser dirigidos sem carteira de habilitação. Além da limitação de velocidade, eles não podem entrar em rodovias. 

A questão da simetria seria uma vantagem construtiva. Veja o vídeo abaixo:

Ele mostra bem o que significa para o carro ser "simétrico": as portas são exatamente iguais de um lado e do outro. Os para-lamas e paineis dianteiro e traseiro também são os mesmos. Isso tende a tornar tanto a fabricação quanto o reparo do Ami One algo facil e barato de efetuar. O interior, espartano, mas de bom gosto, também mostra a preocupação em fazer do Ami One um veículo barato de ter e de operar. Se é que o cliente Citroën terá interesse em ter o carro. Ele poderá apenas utilizá-lo. Por 5 minutos, 5 horas, 5 dias, 5 meses ou 5 anos. Isso aparentemente poderá ser feito pela empresa Free2Move ou pelo site Citroën Rent & Smile. O acesso ao carro será feito pelo smartphone, por meio da leitura do QR Code na porta, e todo o gerenciamento do uso, bem 

Mais do que a ideia de vender o automóvel como serviço, o Ami One é uma iniciativa nobre por não querer colocar o carro como o grande vilão da atualidade. Um que mereça um "Dia Mundial Sem Carro", ao qual algumas fabricantes chegaram a aderir alegremente, para crítica pertinente de Boris Feldman. Em um ambiente tão insano, no qual empresas se sentem à vontade para atacar exatamente o que elas produzem, a Citroën usa o Ami One como um manifesto a favor do automóvel. Mostrado no vídeo abaixo, infelizmente apenas em francês.

A mensagem do vídeo, resumidamente, é que, apesar de dizerem que o carro pertence ao século passado, que as pessoas não querem mais carros, que eles são os vilões das cidades e todo esse tipo de sandice que você já deve ter se cansado de ouvir, há espaço, sim, para mobilidade individual. Para aquela que nenhum sistema de transporte público, por mais eficiente que seja, será capaz de suprir. E ela será suprida pelo automóvel, ainda que eventualmente de maneiras diferentes das que estamos acostumados a conhecê-lo. Certamente elétrico. Eventualmente compartilhado. Mas sempre individual e disponível para o que seu motorista quiser fazer. Para levá-lo aonde ele quiser ir. Um vídeo que mostra que a Citroën chega aos 100 anos com muita lucidez. E talvez com boas propostas para o futuro.

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