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Um caminhão que você mesmo pode montar - Conheça o OX, de Gordon Murray

Caminhãozinho elaborado pelo gênio das pistas talvez seja o único veículo capaz de igualar a VW Kombi

A Volkswagen Kombi foi um mito. Ela nasceu de um desenho feito em 1947 pelo importador holandês da Volkswagen, Ben Pon. O empresário se inspirou no "Plattenwagen", modelo usado na fábrica de Wolfsburg para transportar peças, e desenhou sobre ele uma van de cerca de 750 kg. O desenho, que existe até hoje, pode ser visto no site oficial de Ben Pon. E o que a Kombi tinha de mais extraordinário era que ela poderia levar uma carga equivalente a seu peso. Nenhum outro veículo havia conseguido igualar essa capacidade até o bilionário Sir Torquil Norman decidir que ele queria criar um veículo leve e barato para países pobres. E eventualmente para os em desenvolvimento. Para isso, ele chamou ninguém menos do que Gordon Murray, pai do McLaren F1 e da IGM. O resultado foi o OX (boi, em inglês). Um caminhãozinho com peso seco de 1.600 kg, mas capaz de transportar 1.900 kg de carga. Ele não só igualou a Kombi. Conseguiu superá-la.

O OX é revolucionário não apenas por isso. Ele é um modelo que não exige concessionárias para consertos. Nem mesmo de uma fábrica ele precisa, já que pode ser montado em apenas 12 horas por uma pessoa comum. Seu manual de instruções, melhor que o da Ikea, segundo Murray, é o que torna qualquer um especialista em fabricação de automóveis. E o mais surpreendente é que o OX, quando é todo desmontado, cabe em uma caixa. Um conteiner de 40 pés, o mais comum de se ver por aí, acomoda 6 caixas do OX. E só comporta 2 veículos completamente montados, o que torna os custos de transporte muito mais baixos do que os de um modelo comum.

Motor e transmissão são transportados em uma caixa separada. O motor escolhido para o OX é o do Ford Transit, o PT22, de 2,2 litros, de 101 cv e 39,3 kgfm. Bastante comum no Reino Unido, mas possivelmente o elemento mais caro do carro todo por contar com common rail e turbo de geometria variável. A Global Vehicle Trust, empresa criada para fabricar o caminhãozinho quando ele tiver terminado seu desenvolvimento, provavelmente pensará em soluções regionais de motorização para reduzir custos.

OX

O OX tem só 4,68 m de comprimento, 2,07 m de largura, 2,39 m de altura e um entre-eixos de 2,96 m. Com um vão livre de 25 cm, os balanços curtos conferem ao caminhãozinho um ângulo de ataque de 45°, um de saída de 55° e um ângulo de rampa de 19°, o que o torna capaz de enfrentar terrenos nos quais muito SUV com tração nas quatro rodas não se atrevesse. Sua capacidade de transposição de terrenos alagado é de 1,3 m. A tração do OX é apenas dianteira, com 58% do peso concentrado sobre o eixo dianteiro, por uma questão de redução de custos. Repare na foto acima: assim como no McLaren F1, a posição de dirigir é central. E há lugar para mais dois passageiros, um de cada lado do motorista, mas há quem diga que a cabine possa levar 5 com relativo conforto.

OX

Repare agora em outra coisa: os para-brisas do OX. São todos exatamente iguais. E retos. Isso permite que, em caso de quebra, o motorista apenas troque o vidro quebrado por um dos que ainda estiverem inteiros a fim de seguir viagem. Aliás, não são só os vidros que são retos (e mais baratos exatamente por isso). Todas as peças da carroceria do OX são retas e intercambiáveis. O que serve de um lado do caminhãozinho também serve do outro. Em comunidades carentes, também é possível travar uma das rodas motrizes, o que permite converter o OX em um gerador de energia. Basta travar uma das rodas, para evitar que o diferencial a mova, suspender o OX, acoplar a roda que ainda gira a um sistema de geração de eletricidade e o problema está resolvido.

Uma das grandes sacadas do OX é seu sistema de fabricação, o iStream, que usa tecnologias como colas aeronáuticas e peças de fibra de carbono para construir carros com 1/3 do investimento e do espaço requerido pelos sistemas tradicionais. Isso faz com que o OX seja imune a problemas como corrosão e que tenha uma estrutura muito mais resistente do que a de veículos fabricados com chapas de aço.

Atualmente em testes na África e na Índia, com o apoio da Shell, o OX teria um custo de venda estimado em cerca de £ 10 mil, algo em torno de R$ 50 mil. Se parece muito, lembre-se de que estamos falando de um caminhão que sobe paredes, carrega quase 2 toneladas de carga (ou 13 pessoas) e que seria um substituto perfeito para a velha Kombi aqui no Brasil. Um modelo que saiu de linha no final de 2013 e que custava, naquela época, R$ 48.429 em sua versão Standard e R$ 52.211 na Lotação. Se ainda estivesse em linha, ela certamente seria muito mais cara atualmente.

Procura por uma alternativa à Kombi? Gostaria de ver o OX pastando por aqui? Então visite o site do OX, entre em contato com os caras e mostre que um modelo destes cairia muito bem no Brasil. Vai que algum empresário daqui se interessa pela ideia e pensa em fabricá-lo localmente? Ou que a própria Global Vehicle Trust quer colocar um pé deste lado do Atlântico? Potencial para isso o OX tem. E de sobra.

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