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Motor elétrico de fluxo axial da Magnax é mais leve e mais eficiente que o radial

Revolução também anda a todo o vapor entre motores elétricos. O da Magnax pode ter eficiência de até 98%!

Quando falamos sobre o drama vivido pelos motores a combustão, e por que ele está fadado a desaparecer, um dos maiores elementos para isso era a questão da eficiência energética. Afinal, a eficiência média deles está na casa dos 20%, o que implica que apenas R$ 20 dos R$ 100 que você gasta no abastecimento são convertidos em movimento. Os demais R$ 80 viram fumaça e calor. Ou seja, são literalmente queimados. Um motor elétrico, por outro lado, tem eficiência média de 85%. Mas eles também andam sujeitos a desenvolvimentos técnicos. Como o motor de fluxo axial da Magnax, uma empresa belga que muda completamente a lógica de funcionamento dos motores elétricos. E que consegue, com isso, ser muito mais leve e eficiente que um motor elétrico comum: até 98% de eficiência! 

Motores elétricos convencionais usam um fluxo radial. Em outras palavras, há elementos em torno de seu eixo que criam os campos magnéticos necessários a fazer com que ele gire. Mais especificamente o rotor e o estator. No caso do motor de fluxo axial da Magnax, esses elementos não ficam em torno do eixo, mas nele próprio. Os campos magnéticos, portanto, atuam no mesmo sentido do eixo, não ao redor dele. A figura abaixo mostra bem o que isso significa.

Motor elétrico de fluxo axial da Magnax

Pode parecer uma bobagem, mas essa concepção de motor elétrico traz uma série de vantagens. A primeira delas é uma redução brutal de peso, de até 5 vezes. Algo que qualquer engenheiro em busca de um automóvel mais eficiente sonha em conseguir. E que tentou com os motores a combustão na forma dos motores de 2 tempos e dos Wankel, infelizmente muito mais poluentes do que os motores de ciclo Otto ou Diesel. Com a redução de peso, a potência e o torque são amplamente concentrados. Nos testes do conceito, um gerador de 850 kg entregava 100 kW de energia. Algo que os melhores geradores eólicos atuais só conseguem com pesos de até 6 toneladas. Em aplicações automotivas, a Magnax conseguiu construir um motor elétrico, o AXF275, que é extraordinário. Com apenas 24 kg, ele entrega 408 cv, ou 300 kW. Para comparar, o motor Mercedes-Benz M120, um V12 de 6 litros, gerava a mesma potência e pesava 239 kg. Quase 10 vezes mais.

Motor elétrico de fluxo axial da Magnax

Com um motor desses, o Carver, um scooter de três rodas que mostramos recentemente, poderia passar fácil dos 250 km/h... E iria de 0 a 100 km/h em coisa de 2 s, se não fosse menos.

Outro efeito benéfico do conceito é que ele não desperdiça recursos. Em motores elétricos comuns, 50% do cobre utilizado não serve para nada. Nos Magnax, não há desperdício. Todo o cobre empregado é funcional, como se pode ver na imagem abaixo.

Motor elétrico de fluxo axial da Magnax

O desenho do motor e o uso de alumínio também tornam a refrigeração do motor mais eficiente. Em outras palavras, ele não desperdiça energia na forma de calor. E os campos eletromagnéticos seguem um caminho mais lógico e eficaz. A cereja do bolo é que, com a concepção do motor axial, o efeito alavanca é muito maior que nos radiais. O que explica a potência e o torque mais altos que ele é capaz de entregar.

Como se pode ver, não é só a turma dos motores a combustão que corre para salvar seus investimentos em maquinário e pesquisa. O pessoal dos motores elétricos também tem (ainda) mais trunfos na manga para entregar um motor imbatível em eficiência. Em uma sociedade em busca de ganhos e de eficiência, a empresa belga pode nos ajudar a manter a liberdade do transporte individual sem o peso de acusações ambientais. Será difícil alguém mais acusar o automóvel de vilão.

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