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Nissan Leaf é o primeiro elétrico autorizado a usar smart grids na Alemanha

Sistema ajudará a manter a estabilidade dos sistemas elétricos dos países, além de tornar a propriedade de um elétrico eventualmente lucrativa

Quando falamos no drama dos motores a combustão, acabamos por não mencionar outra das vantagens dos veículos elétricos. Eles são baterias sobre rodas, o que pode não parecer grande coisa, mas é, especialmente com o advento dos smart grids, que permitem que o veículo não apenas se carregue na rede elétrica, mas também que devolva energia ao sistema elétrico se isso for conveniente. A gente explica mais sobre isso na sequência, mas a notícia é sobre o primeiro carro elétrico aprovado para uso com os smart grids na Alemanha, o Nissan Leaf.

Com a aprovação pelo governo alemão, a Nissan espera aumentar os negócios com frotistas interessados no Leaf. Isso porque o elétrico daria dinheiro não apenas quando estivesse em movimento, mas também quando estivessem estacionados. E é aí que entra o conceito de smart grid.

Smart grid

Como dissemos, ele permite não apenas que o carro consuma a eletricidade da rede, ao carregar suas baterias. Em horários de pico de consumo, quando as pessoas normalmente já voltaram para casa, o elétrico pode fornecer energia elétrica à rede. Em alguns países, a energia elétrica fornecida em determinados horários, como de madrugada, é mais barata do que a vendida nos horários de pico. Com isso, o Leaf pode recarregar suas baterias nos horários em que a energia é mais barata e vender energia ao sistema quando ela for mais cara. A diferença se transforma em lucro para o dono do carro e ajuda a rede elétrica da região em que ele vive a ter mais estabilidade. Mas não apenas isso: smart grids podem ajudar a nunca mais consumir energia da rede, apenas fornecê-la.

O video acima mostra o Solar Roof, um produto da Solar City, que faz parte da Tesla. Ela aproveita os telhados das casas americanas para gerar energia solar. Com grandes superfícies, o telhado fotovoltaico gera uma boa quantidade de eletricidade. Sem o smart grid, uma casa que gere essa energia fica restrita a carregar baterias, como as do veículo elétrico ou as PowerWall, também da Tesla. Com ele, a casa pode fornecer essa energia à rede, além de armazená-la em suas baterias. Isso evita o desperdício. Afinal, para que gerar uma energia que não será consumida nem armazenada? Os carros elétricos ajudam no armazenamento. O smart grid, na distribuição. A briga será sobre os padrões de recarga. Enquanto o Leaf usa o CHAdeMO, a Tesla tem um padrão próprio e os modelos europeus adotam o CCS (Combined Charging System).

Outro aspecto interessante do vídeo da Tesla é mostrar o plano da empresa e de Elon Musk. Ao oferecer um teto que gera energia e baterias no carro ou na casa para armazená-la, o executivo mostra que quer ir muito além da eletrificação do transporte. Ele quer ser um dos donos do futuro petróleo, um que não gera poluição: a energia elétrica. Quando os concorrentes se derem conta disso, talvez seja tarde demais para tomar providências... A Nissan parece já ter percebido.

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