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PF e MP-MG denunciam esquema de fraudes por meio do DPVAT

Queda no valor do seguro obrigatório seria devido à investigação, segundo o portal Auto Papo

O DPVAT, o seguro obrigatório, custava, até 2016, R$ 105,65. Em 2017, o valor caiu para R$ 63,69. Este ano, nova redução, para R$ 41,40. Em um país em que tudo só aumenta, a redução poderia parecer milagre, mas se deve, segundo o portal Auto Papo, à operação Tempo de Despertar. Ela é uma iniciativa do Ministério Público de Minas Gerais com a ajuda da Polícia Federal e investiga um esquema de fraudes envolvendo não só o DPVAT, mas também a Seguradora Líder, responsável pela seguro.

Segundo a operação, explicada neste link pelos seus coordenadores, Marcelo Eduardo Freitas, delegado de Polícia Federal em Minas Gerais, e Paulo Márcio da Silva, promotor de Justiça, a Seguradora Líder foi criada em 2007 e tem como seus principais acionistas os grupos Banco do Brasil e Mapfre (17,82%), Porto Seguro (13,46%), Bradesco (7,16%), Caixa Econômica Federal (6,51%) e Zurich Santander Brasil (4,53%), mas é composta por muitos outros bancos e seguradoras. Só que a Líder não tem agências, escritórios ou outros pontos de atendimento a quem precisar recorrer ao seguro, o que torna seu resgate difícil e nebuloso. Em 2016, ela arrecadou R$ 8,725 bilhões. Mais do que o orçamento anual de Sergipe, em torno de R$ 8,2 bilhões.

Uma CPI para investigar o DPVAT no Congresso Nacional teria sido sufocada antes de produzir os resultados desejados. Com isso, restou à operação Tempo de Despertar ir atrás dos fatos. A investigação teria revelado um esquema de corrupção graúdo, com acidentes falsos para resgate de indenizações e outros expedientes para drenar até 72% dos recursos arrecadados pelo DPVAT. Tomando 2016 em consideração, um prejuízo de cerca de R$ 6,3 bilhões só em 2016. A redução no valor do seguro seria a prova de que há algo muito errado com o sistema. "Afinal, em situação normal, nenhuma empresa resistiria à redução de mais de 70% (setenta por cento) de sua receita ao mesmo tempo em que são mantidas as despesas correntes. Em condições normais de mercado, seria impossível a uma empresa sobreviver a essa verdadeira hecatombe", diz o texto de Freitas e Silva, em referência à redução de valor que o seguro sofreu de 2016 para 2018. Realmente esquisita.

Com os resultados da investigação, só nos cabe ficar atentos aos desdobramentos, eventuais delações premiadas e julgamentos que devem derivar de tudo isso. Os investigadores chegam a sugerir que a Seguradora Líder seja extinta para que os motoristas brasileiros fiquem livres para contratar as empresas que mais bem os atenderem. Independentemente da investigação, essa é uma solução tão lógica que faz com que nos perguntemos, afinal de contas, por que a Líder foi criada em primeiro lugar...

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