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Nova desindustrialização? Atraso no Rota 2030 pode tirar fabricantes do Brasil

Mercedes-Benz reclama e ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços teme debandada de fabricantes por indefinição de política industrial

Quando se fala que o Brasil não é para amadores, falta dizer que também não é para profissionais. Que o digam o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, e o presidente da Mercedes-Benz no Brasil e América Latina, Philipp Schiemer. Enquanto o primeiro disse ao site Poder360 que teme a saída de fabricantes de carro do mercado brasileiro, o segundo confirmou os temores do ministro e disse à Automotive Business que, "sem nada, a situação fica difícil". E ele se refere especificamente a manter funcionando a fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo, onde foram gastos R$ 700 milhões para produzir 20 mil carros por ano. E de onde não saem hoje muito mais do que 7 mil unidades.

“O problema é acabar com tudo de uma vez. Nós nunca fomos favoráveis à limitação de importações, mas o fato é que fizemos uma fábrica seguindo uma política do país", disse Schiemer à revista. E ele completa: “Com volume tão pequeno, fica inviável”. Por isso, o executivo pede aprovação urgente do Rota 2030. “Tem de sair (antes da virada do ano) porque senão todo um setor vai ficar sem previsão do que fazer. A principal vantagem do Rota 2030 é de trazer previsibilidade para o setor. Isso é fundamental para nortear nossos investimentos.”

Pereira, por sua vez, se mostrou cansado com o impasse entre seu ministério e o da Fazenda, comandada por Henrique Meirelles. "Eu só acho que tem de resolver, só isso. Você discute um programa de abril até agora e não chega a uma solução. A Fazenda esteve presente em todas as reuniões e agora, no último dia, vem colocar dificuldades que não existem." A solução, segundo o ministro, já estaria fora de sua esfera de atuação. "Na semana passada, chegamos ao impasse definitivo. Verificou-se que não há possibilidade de avanço. Estamos aguardando a presidência da República. Agora, não sou eu que vou decidir ou a Fazenda, é o presidente", disse Pereira ao site. E é bom Temer se apressar, a não ser que ele queira ser conhecido como o presidente que deixou Mercedes-Benz, BMW e Land Rover saírem do país. "Se não resolver, vai ficar sem. Não vai ter política industrial para o setor automotivo, simplesmente assim. A consequência é que algumas montadoras dizem que vão sair do país."

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