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Carros seminovos, com até 2 anos de uso, tendem a valorizar durante a crise

Estudo da KBB Brasil mostra variação positiva de preços em abril em 8 de 10 categorias analisadas. Comerciais leves estão entre os que mais valorizaram no período

A pandemia do novo coronavírus não afetou somente os números de produção e emplacamentos da indústria automotiva. Toda a cadeia do setor foi impactada com a inédita queda observada desde o início da crise, e os preços praticados do mercado também podem servir como termômetro para entender o contexto que vivemos.

Como especialista em precificação de veículos, a Kelley Blue Book Brasil divulga uma ampla análise de variação de preço de carros 0 km e seminovos com até 2 anos de uso. O estudo abrange a variação diária de preços dos últimos 45 dias, ou seja, de 14 de março a 30 de abril, representando a última quinzena antes das medidas restritivas de circulação até o final de abril. Ao total, coletamos informações de 22.440 versões, divididos em 10 categorias, para apresentar tendências com base nas amostras que sofreram variações no período.

Nas tabelas abaixo, destacamos 3 das principais categorias de automóveis e de comerciais leves para exemplificar que, de maneira geral, nota-se que há tendência de valorização de carros seminovos com até 2 anos de uso no mercado, quando tomamos como exemplo o movimento percebido em abril (primeiro mês inteiro com medidas de restrição econômica e distanciamento físico).

Modelos seminovos (até 2 anos de uso)

Hatchback    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): -1,42%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): -0,07%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): 2,25%    
Saldo de todo o período: 0,76%

Sedan    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): -1,39%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): -1,43%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): 1,69%    
Saldo de todo o período: -1,13%

SUV    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): -0,40%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): 0,56%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): -0,13%    
Saldo de todo o período: 0,03%

Picape    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): -0,47%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): 0,24%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): 1,66%    
Saldo de todo o período: 1,43%

Furgão    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): -5,69%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): -0,90%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): 3,27%    
Saldo de todo o período: -3,32%

Minibus    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): -3,65%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): 0,38%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): 6,44%    
Saldo de todo o período: 3,17%

As porcentagens que você vê na tabela correspondem às médias obtidas por cada categoria nos três períodos que formam os 45 dias analisados. Para exemplificar melhor a tendência de alta entre veículos seminovos, há modelos com variações consideravelmente acima da média. É o caso do Ford Ka SE Plus 1.0 2018, que obteve 10% de aumento em abril, e do Chevrolet Onix Plus LTZ 1.0 Turbo AT6, que teve acréscimo de 27% no último mês. Há outros exemplos de veículos outliers (fora da média) no estudo. 

Entre os automóveis, esta tendência de valorização pode ser explicada pelo possível movimento de consumidores que estavam preparados para adquirir carros 0 km, mas, com a crise, estão mais cautelosos com o orçamento. Logo, modelos seminovos, com maior apelo entre custo e benefício, tornam-se mais vantajosos. Com esta maior demanda por eles, pode haver maior disponibilidade de crédito, abrindo oportunidade para lojistas recuperarem rentabilidade durante a crise. 

Enquanto isso, como também observamos, veículos mais velhos (com 4 anos de uso ou mais) acabam sendo liquidados com maior depreciação para cumprir com obrigações de caixa. Ou seja, sofreram, em geral, variações negativas de preço neste período. Além disso, no caso dos seminovos de 2 anos que compartilham geração com os modelos 0 km, o aumento de preços destes últimos sempre tende a elevar os preços dos seminovos, fenômeno observado independentemente do contexto de pandemia. 

Falando especificamente dos comerciais leves -- furgões e minibus -- a tendência de alta também pode ser explicada pela demanda de serviços de logística e entrega, que conseguem, até certa medida, continuar funcionando normalmente em meio a pandemia. 

Modelos 0 km

Hatchback    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): 5,88%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): 2,37%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): -2,86%    
Saldo de todo o período: 5,39%

Sedan    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): 4,83%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3):-1,43%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): -2,70%    
Saldo de todo o período: -0,70%

SUV    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): -1,42%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): 1,35%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): 0,19%    
Saldo de todo o período: 0,09%

Picape    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): 4,02%    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3):-1,89%    
Mês de abril (1/4 a 30/4): -3,03%    
Saldo de todo o período: 0,90%

Furgão    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): Sem variação    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): Sem variação    
Mês de abril (1/4 a 30/4): 11,08%    
Saldo de todo o período: 11,08%

Minibus    
Antes do distanciamento (1/3 a 13/3): Sem variação    
1ª quinzena de distanciamento (14/3 a 31/3): Sem variação    
Mês de abril (1/4 a 30/4): Sem variação    
Saldo de todo o período: Sem variação

Em relação aos modelos 0 km, a tendência é a de que os preços aumentem, pois grande parte da cadeia de fornecimento da indústria é cotada em dólar e a moeda americana está perto do patamar dos R$ 6,00. Observações preliminares da KBB Brasil em maio já indicam forte acréscimo nos valores dos 0 km, já que será inevitável, neste momento, repassar a elevação dos custos de produção ao preço final para o consumidor. 

Porém, nesta primeira fase da pandemia, observamos que algumas montadoras e concessionárias conseguiram aplicar descontos em estoque adquiridos pré-crise (numa tentativa de manter as vendas aquecidas), o que acabou depreciando os valores de alguns modelos 0 km durante o período analisado até o final de abril. 

O estudo completo com todas as categorias analisadas pela KBB Brasil está disponível para consulta de quem estiver interessado em um maior detalhamento dos dados. Entre em contato conosco para saber receber o material! 

Sobre a Kelley Blue Book

Criada em 1926 nos Estados Unidos, a Kelley Blue Book é referência em preços de carros novos e usados tanto para quem compra quando para quem vende. Ela usa como base de cálculo para o Preço KBB valores de mercado praticados regionalmente. Também é a única a produzir uma tabela que leva em conta fatores como quilometragem, cor, nível de equipamentos e estado de conservação do veículo. E que permite que ninguém perca dinheiro na negociação: seja de um novo ou de um usado. Também oferece conteúdo editorial abrangente em texto e vídeo, com dicas e avaliações de especialistas, ferramentas para comparação de carros e opinião do dono.

Referência em precificação no mercado automotivo norte-americano, a KBB está no Brasil desde outubro de 2017 com o site kbb.com.br. A sede da Kelley Blue Book é baseada em Irvine, Califórnia, e faz parte da Cox Automotive.

Sobre Cox Automotive

A Cox Automotive, Inc. está transformando a forma como o mundo compra e vende veículos por meio de soluções para consumidores, fabricantes e revendedores em todas as fases da experiência automotiva. A empresa global tem cerca de 34.000 membros na equipe, em mais de 200 escritórios em todo o mundo, que atendem mais de 40 mil clientes.

A Cox Automotive é uma subsidiária da Cox Enterprises Inc., uma companhia com sede em Atlanta cujas receitas ultrapassam US$ 20 bilhões. Para mais informações sobre a Cox Automotive, visite www.coxautoinc.com.

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