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Avaliação KBB - Audi Q7 3.0 TFSI Ambition

O SUV luxuoso da Audi tem desempenho animador e espaço de sobra, mas cobra caro para ser referência em tecnologia. Vale o investimento?

Até a nova geração do A8 desembarcar no Brasil, é o Q7 que ostenta dentro da Audi a posição de modelo mais tecnológico da marca por aqui. Contudo, para ele de fato ser esta referência, o interessado vai precisar desembolsar consideravelmente mais do que os R$ 416.990 iniciais pedidos por qualquer uma das duas versões (a gasolina ou diesel). 

A maioria dos itens mais avaçandos do SUV estão disponíveis apenas como opcional. Mas isto não significa que, de série, ele seja um modelo mal equipado. O que agrava a situação do Q7, na verdade, é a comparação com seu rival mais próximo, o Volvo XC90, conforme discutiremos ao final desta matéria. 

Além do aspecto tecnológico, o carro familiar mais luxuoso da Audi entrega desempenho bastante animador e ainda consegue ser parcimonioso no consumo mesmo na versão 3.0 V6 TFSI supercharged (se tratado com delicadeza, obviamente), que é a dissecada a seguir. No quesito espaço e funcionalidade, o modelo traz ainda mais destaques interessantes para acomodar até sete pessoas, no caso da unidade avaliada pela KBB. 

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Atual flagship da marca no Brasil, o Q7 não economiza em requinte e materiais nobres em sua cabine, como era de esperar de um carro desta estirpe. Para além da tecnologia, que abrange de ar-condicionado de quatro zonas independentes até os assistentes de condução mais modernos, o SUV da Audi tem como forte atributo o desempenho. Devido à construção mais leve e aos 333 cv de potência, o motor V6 impulsiona apenas 6 kg/cv, sendo capaz de alcançar os 100 km/h em 6,1 segundos, de acordo com a fabricante. 

Com 3 metros de distância entre-eixos, espaço e funcionalidade também não serão problemas para os ocupantes, inclusive para quem precisar de dois lugares extras, que podem abrigar crianças e adolescentes com conforto durante a viagem. 

Audi Q7 3.0 V6 TFSI Supercharged

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Uma das poucas frustrações do Q7 é o pacote de equipamentos. É claro que ele já oferece itens interessantíssimos de série (como o painel totalmente digital, teto panorâmico e o sistema de som com 19 alto-falantes), mas a maioria dos recursos de assistência e sacadas exclusivas (como o eixo traseiro esterçante) são opcionais. Na faixa de preço em que se encontra, configurar o Q7 não será um problema tão relevante para seu público-alvo, mas os mais de R$ 100 mil que a Audi pede para tê-lo completo podem pesar na hora de fechar o negócio.

O que tem de novo em 2017

A nova geração do Q7 já foi lançada como modelo 2017 no ano passado. O carro foi responsável por estrear a plataforma MLB Evo do Grupo Volkswagen, que só chegou ao Porsche Cayenne no segundo semestre deste ano e ainda será aplicada no novo Volkswagen Touareg. Ela permite uma construção mais leve (são 325 kg a menos), com mais de 40% de alumínio, no caso do Q7, e tecnologias bem mais avançadas do que as da geração anterior do SUV. 

Dirigindo o Audi Q7 3.0 TFSI Ambition

A vantagem de se ter uma arquitetura mais leve é diminuir a sensação do porte do SUV ao volante. Embora tenha mais de 5 m de comprimento, quase 2 m de largura e 1.970 kg em ordem de marcha, o motor V6 não esboça esforço nenhum para impulsionar o brutamontes e o conjunto de suspensão entrega agilidade notável para um carro deste tamanho. 

O que mais contribui para o desempenho animador do Q7 são os picos de potência e torque do motor, que se estendem por longas faixas de rotação. Os 333 cv estão disponíveis das 5.500 às 6.500 rpm, enquanto os 44,8 kgfm surgem às 2.900 rpm e permanecem no pico até às 5.300 rpm. Ou seja, o carro está sempre pronto para responder a maiores pressões sobre o pedal direito, caso o motorista precise de mais força. E o câmbio automático de 8 marchas responsável por isso é outro destaque do modelo, uma vez que entende rapidamente as necessidades do condutor e trabalha de maneira suave, com trocas quase imperceptíveis quando tratado com civilidade. 

Audi Q7 3.0 V6 TFSI Supercharged

Para facilitar ainda mais a vida do condutor, o Q7 permite escolher diferentes modos de condução, que variam do mais econômico (no qual a progressão de velocidade é mais contida e as trocas de marchas são antecipadas) até o mais dinâmico, que prioriza desempenho e faixas mais altas de rotação. Com a opção mais nervosa selecionada, o Q7 se transforma num SUV com um "quê" esportivo e é quando se nota de maneira mais evidente o trabalho do conjunto independente de suspensão e da tração integral para firmar o veículo no solo, mesmo em curvas de velocidade alta, tornando o modelo uma referência neste aspecto entre os utilitários grandes. 

Em contrapartida, para aqueles mais preocupados com o consumo, o modo econômico é capaz de surpreender quem acha que o motor V6 suga combustível com ferocidade. Com base no Inmetro, o Q7 tem um consumo razoável, ainda mais se comparado ao rival Volvo XC90. Enquanto o sueco roda 7,5 km/l na cidade e 9 km/l em rodovias com seu motor 2.0 turbo de 4 cilindros, o Q7, com o seu 3 litros de 6 cilindros, tem médias de 6,9 km/l e 8,7 km/l, respectivamente. Entre os recursos que o Audi possui para diminuir seu consumo estão a função stop-start do motor e o coasting do câmbio, que o desacopla do volante do motor quando o motorista tira o pé do acelerador em velocidade constante, para aproveitar a rolagem natural do carro (uma forma tecnógica, e mais segura, da popular "banguela").

A unidade avaliada pela KBB estava equipada com o pacote opcional tecnológico, que traz o eixo traseiro esterçante. O recurso diminui o diâmetro de giro do Q7 em 1 m, facilitando as manobras no dia a dia da cidade. Head-up display (que projeta o velocímetro digital no para-brisa) e câmera com visão noturna são os outros equipamentos deste pacote. O SUV também conta, de série, com alerta de ponto cego, muito útil para ampliar a percepção do motorista em trânsito mais pesado ou com muita presença de motos, já que o tamanho do veículo pode prejudicar a visibilidade ao redor do carro. 

Mas isso não significa que a posição de dirigir do Q7 seja ruim. Muito pelo contrário. Todos os ajustes são elétricos, incluindo o lombar e o de profundidade do volante. Ou seja, é fácil achar a postura ideal para obter melhor visão e conforto ao conduzir o SUV. 

Sacadas inteligentes

Sacadas inteligentes não faltam no Audi Q7. É possível até categorizá-las. Em tecnologia, o eixo traseiro esterçante e a função "traffic jam" (que segue o veículo da frente em congestionamento) do opcional controlador de velocidade adaptativo são os principais destaques (mas ainda há a câmera com visão noturna, detecção de pedestres e o painel totalmente digital). Para o conforto, o ar-condicionado de quatro zonas independentes compreende todos os ocupantes do carro com diferentes níveis de temperatura interna. No quesito funcionalidade, os bancos da segunda fileira podem ser ajustados em distância e inclinação e o rebatimento dos assentos extras (também opcionais) é feito eletricamente. Por fim, no âmbito do consumo, embora a função coasting esteja se popularizando entre os modelos premium, o recurso ainda merece destaque. 

Audi Q7 3.0 V6 TFSI Supercharged

Detalhes do Audi Q7 3.0 TFSI Ambition

Interior

Seguindo o padrão esperado para um carro de mais de R$ 400 mil, o interior do Q7 é extremamente caprichado. Revestido quase que integralmente por materiais macios ao toque (plástico emborrachado e couro), só há plástico liso no console central, mas nada que prejudique a sensação de requinte a bordo do modelo. O visual é moderno, reforçado pelo painel digital e pela tela retrátil da central multimídia de 7 polegadas, e adota uma linha horizontal que aumenta a sensação de largura do carro (e cujo design foi reproduzido em outros modelos da marca). 

A central multimídia MMI não é sensível ao toque. Ela fica distante do alcance do motorista e todos os seus comandos estão no console central, por meio de um comando roletado ou um touchpad. Ainda há atalhos para o volume no console e no volante. Este também abriga todas as funções do painel digital, o que permite que o motorista navegue por todos os comandos do carro sem tirar as mãos da direção. O sistema multimídia é compatível com Apple CarPlay e Android Auto e a conexão pode ser feita por meio de cabo USB, cujas entradas ficam abaixo do apoio de braço central.

O espaço atrás é amplo e abriga 3 pessoas com facilidade. Os bancos são individualmente ajustáveis em distância e inclinação, mas quem viajar no centro terá que conviver com a elevação do assoalho, devido à tração integral. Para as unidades equipadas com a fileira extra de bancos, os assentos são erguidos eletricamente e o acesso é fácil (até por conta do tamanho avantajado da entrada traseira e do ângulo de abertura da porta). O espaço ali é destinado a crianças e adolescentes (adultos, especialmente os "mais adultos", não se acomodam com muito conforto). A tomada do porta-malas ajuda a entreter quem viajar na última fila, por permitir carregar o celular, por exemplo.

Falando em bagageiro, com os dois assentos de trás erguidos, o volume do porta-malas é de 295 litros. Rebata-os e o volume sobe para 890 litros. Com todos os bancos de trás rebatidos, além de criar uma superfície plana, o volume salta para pouco mais de 2.000 litros. 

Audi Q7 3.0 V6 TFSI Supercharged

Exterior

O Q7 exibe uma silhueta mais tradicional de SUV. As linhas retilíneas caracterízam bem o estilo alemão do utilitário, deixando a cargo dos faróis (full LED, opcinais) e da grade volumosa os destaques dianteiros. Atrás, as lanternas de LED também marcam a personalidade mais robusta do Q7. 

Equipamentos

A lista de equipamentos do Audi Q7 é generosa. Aqui vão os principais: 6 airbags, controle eletrônico de estabilidade, ar-condicionado de 4 zonas, painel digital de 12,3 polegadas, central multimídia de 7 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto, touchpad, direção elétrica, sistema de som Bose 3D com 19 alto-falantes e 558 watts, teto solar panorâmico, conjunto de câmeras para visão 360º, alerta de tráfego cruzado traseiro, controle de velocidade em descidas, função coasting, stop-start e monitor de pontos cegos.

Sob o capô

O motor que equipa a versão a gasolina do Q7 é um 3.0 V6 com supercompressor mecânico instalado entre as bancadas dos ciclindros. O supercompressor trabalha com 0,8 bar de pressão, mas em rotações e velocidades mais baixas, apenas metade disso é utilizado, para conter o consumo do veículo. Ao pisar fundo, dois intecoolers cumprem com o resfriamento do ar, para otimizar a mistura do oxigênio e combustível dentro das câmaras de combustão. Este motor trabalha com uma transmissão composta por câmbio automático de oito marchas e tração integral. 

A potência máxima é de 333 cv entre 5.500 rpm e 6.500 rpm e torque de 44,8 kgfm de 2.900 rpm a 5.300 rpm. 

Audi Q7 3.0 V6 TFSI Supercharged

Sobre o preço

Partindo de R$ 416.990, o Audi Q7 bate de frente com o Volvo XC90 (o Mercedes-Benz GLS a gasolina fica muito acima em preço). A comparação com o XC90 é um tanto perigosa para o alemão. Por R$ 10.000 a mais, o consumidor que optar pelo sueco na versão Inscription a gasolina (R$ 426.950) já terá 7 lugares, alerta de colisão frontal, controlador de velocidade adaptativo com função Pilot Assist (que assume o comando do carro por alguns segundos, sem a necessidade de intervenção do motorista) até 130 km/h, faróis full LED e suspensão a ar. Os únicos recursos indisponíveis no Volvo são o eixo traseiro esterçante e o warning assist (que impede a abertura das portas do carro quando alguém ou algo está muito próximo). Mas, para ter um pacote equivalente ao de série do XC90 no Q7, o interessado pagará R$ 11.000 pelos dois assentos extras, R$ 27.000 pelo eixo traseiro esterçante, R$ 20.000 pela suspensão a ar, R$ 13.000 pelo controlador de velocidade adaptativo e R$ 24.000 pelos faróis Full LED. É claro que estes valores incluem outros itens dos pacotes citados, mas, de qualquer maneira, o total de opcionais disponíveis para o Audi pode chegar a R$ 104.900.

O que pesa a favor do Q7 é sua construção mais refinada. Embora a Volvo tenha acertado muito com a nova plataforma SPA e o sueco traga um desempenho bastante agradável, o Q7 ainda entrega desempenho e equilíbrio melhores, tornando-o, como já citamos, uma referência neste quesito. 

Ficha técnica 

Modelo Audi Q7 TFSI Ambition
Motor 3.0, 24V, 6 cilindros em V, dianteiro, longitudinal, com supercompressor
Potência 333 cv entre 5.500 rpm e 6.500 rpm
Torque 44,8 kgfm entre  2.900 rpm e 5.300 rpm
Câmbio Automático, 8 marchas
Tração Integral
Freios (d/t) Discos ventilados / discos ventilados
Suspensão (d/t) Independente, do tipo multibraço / independente, do tipo multibraço
Dimensões (C/L/A) 5,05 m / 1,97 m / 1,74 m
Entre-eixos 2,99 m
Peso 1.970 kg
Porta-malas 295 litros (7 lugares) / 890 litros (5 lugares)
Avaliação Profissional KBB
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