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Primeira volta KBB™ - Ssangyong XLV

Versão mais comprida e com mais porta-malas do Tivoli sente ainda mais as limitações do motor 1.6. Confira como ele anda aqui!

Se o Tivoli tem a missão de colocar a Ssangyong no mapa dos crossovers compactos, o XLV (que, na verdade, é um Tivoli de carroceria mais longa) poderia se colocar como a ponte entre o Tivoli mais caro e o Korando mais barato. Mas a Ssangyong preferiu tratá-lo como ele é: um Tivoli crescido e com mais porta-malas. A exemplo das Nissan Livina e Grand Livina. Por isso, o acréscimo de preço no XLV será relativamente pequeno: cerca de R$ 5.000 a mais do que a empresa deve cobrar por seu modelo de entrada. Em suma, o XLV será um Tivoli para quem precisa de mais espaço. Tanto que, no exterior, ele recebe inclusive o mesmo nome e o sufixo XLV.

Introdução

Não há nada que se possa dizer a mais do XLV que já não tenhamos dito em relação ao Tivoli. O que muda é basicamente o desenho da traseira, que traz lanternas e para-choque diferentes (talvez menos bonitos do que os do modelo menor). Os carros são idêntico no interior e na oferta de espaço a não ser pelo porta-malas, que comporta 720 litros. O XLV tem 4,44 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,64 m de altura e o mesmo entre-eixos de 2,60 m do Tivoli.

Os dois modelos deverão apresentar o mesmo conteúdo, bem recheado, mas ainda não definido. De certo, só a direção elétrica com três regulagens (Comfort, Normal e Sport), o motor 1.6 a gasolina de 128 cv a 6.000 rpm e 16 kgfm a 4.600 rpm e o câmbio automático de 6 marchas da Aisin, sempre com tração dianteira. Vendido em duas versões, uma de entrada e uma topo de linha, o XLV poderá oferecer banco do motorista com regulagem elétrica, central multimídia, 7 airbags, controles de tração e de estabilidade, monitor de pressão dos pneus e ar-condicionado digital. Os preços devem ficar em R$ 90 mil e R$ 105 mil.

Ainda que não tenha sido testado pelo Euro NCAP, o XLV provavelmente herda as marcas do Tivoli, que conseguiu 3 estrelas apenas com airbags dianteiros e 4 com 7 airbags, pacote de segurança que, esperamos, seja oferecido de série na versão mais cara do modelo.

Ao volante

Se o 1.6 já é insuficiente para os 1.300 kg do Tivoli, deverá mostrar ainda mais fraqueza com os 1.345 kg do XLV, especialmente quando ele estiver carregado. A potência do motor, com 128 cv, não é nada má, mas o torque fica a dever. Como já dissemos, isso tende a ser resolvido com a adoção do motor G15DTF GDI, um 1.5 turbinado e com injeção direta que entregará 160 cv e 26,5 kgfm a partir de maio de 2019 no exterior. Por aqui, talvez ele leve um pouco mais de tempo para chegar.

Assim como o Tivoli, o XLV tem freios difíceis de modular, pneus que cantam mais que o Andrea Bocelli e uma direção leve mesmo em sua posição mais firme, a Sport. Também tem pouco espaço nos bancos traseiros, ainda que o porta-malas seja dos mais espaçosos do segmento.

Conclusão

O XLV não é tão bonito quanto o Tivoli, mas tem mais porta-malas. É preciso saber se as pessoas estarão dispostas a pagar R$ 5 mil a mais por esse plus em espaço de carga ou se vão se contentar com o modelo menor e mais jeitoso, o que apostamos ser a maioria dos consumidores da marca. Se vierem a bom preço, tanto o Tivoli quanto o XLV têm boas chances de vender bem. Afinal, crossovers compactos são a bola da vez no mercado brasileiro e, por mais concorrentes que o segmento já tenha, ele parece ainda comportar mais alguns. Especialmente os que oferecerem aos clientes um bom pacote de benefícios.
 

Avaliação Profissional KBB
3 de 5
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