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Elétricos e limitação populacional - Como a China quer conter a poluição

Governo chinês diz que Xangai não pode ter mais de 25 milhões de habitantes até 2035

Se você acha que São Paulo é grande, com seus 12 milhões de habitantes na capital e mais de 21 milhões na região metropolitana, é porque nunca ouviu falar em quanta gente a China conseguiu colocar em Xangai. A cidade tem, sozinha, 24,3 milhões de habitantes. Em sua região metropolitana vivem 34,9 milhões de pessoas. Deve ser por isso que o governo chinês resolveu dar um basta. De agora até 2035, a cidade só poderá ter um máximo de 25 milhões de habitantes. Nem umzinho a mais, algo que um governo central com amplos poderes consegue garantir com facilidade. Mas essa é apenas uma das medidas mais extremas que a China adotou para conter seu sério problema de poluição ambiental. O outro é estimular o uso de carros elétricos.

A medida age na raiz do problema da poluição e também em outras mazelas que os chineses acertamente chamam de "doença da cidade grande". Em um espaço que tem gente demais, tudo se torna um problema. Não só o trânsito maluco, mas também o acesso a qualquer tipo de coisa: mercados, restaurantes, cinemas, qualquer tipo de lazer... Foi algo que já abordei em um texto de 2015 para o FlatOut!, mas que continua infelizmente atualíssimo. É por conta dessa alta concentração de gente em espaços reduzidos que o automóvel se torna um vilão. Pelo menos um automóvel com motor a combustão. E que até pode emitir poucos poluentes, ser muito mais limpo do que modelos mais antigos, mas de que adianta se a concentração de veículos é tão alta?

Poluição em Xangai

Se a média chinesa de 131 carros por mil habitantes fosse aplicada a Xangai, a frota daquela cidade seria de cerca de 3,2 milhões de carros. Em São Paulo, fala-se em uma frota de 6 milhões, mas sem muita credibilidade, já que muitos veículos já fora de circulação continuam aparecendo como parte da "manada". Só que o problema de poluição por lá é muito mais grave do que no Brasil. E já existem instrumentos para tentar conter a quantidade de carros nas ruas, como só poder comprar um carro se você já tiver a licença para emplacá-lo, algo muito mais caro do que a maior parte dos modelos à venda por lá. E que explica bem porque só se vê modelos de luxo nas ruas da cidade chinesa: não compensaria pagar mais pela placa do que pelo carro. Mesmo assim, os congestionamentos por lá são monstruosos. Culpa da grande concentração de gente em tão pouco espaço.

Tesla Roadster

Como modelos elétricos não poluem enquanto se deslocam, o governo chinês anda estimulando suas vendas nas grandes cidades. Algo que pode não resolver os congestionamentos, mas que pelo menos diminui problemas respiratórios (e despesas médicas com isso). A nova frente de combate, provavelmente a mais acertada, é tentar conter o tamanho das megalópoles do país mais populoso do mundo. Se há algum lugar onde isso pode dar certo é na China. Vale a pena observarmos a evolução do caso. E eventualmente tentar tirar algumas lições da experiência deles.

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