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GM decide fechar 5 fábricas nos EUA. E fechará mais 2 no exterior

Fábrica de São José dos Campos, no Brasil, é séria candidata a deixar de existir

A GM anunciou hoje no exterior uma reestruturação das grandes. O objetivo é economizar US$ 6 bilhões até o final de 2020 e focar esse dinheiro no desenvolvimento do que a empresa considera ser seu "sucesso no longo prazo": elétricos e veículos autônomos. Para isso, a empresa fechará 5 de suas fábricas na América do Norte e outras duas no exterior. Ainda que não a tenha mencionado, nossa aposta é que uma das que correm o maior risco de desaparecer é a fábrica de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Produzindo apenas a S10 e a Trailbrazer, a fábrica tem um problema dos grandes com o sindicato dos metalúrgicos da região. Ele promove greves e negociações difíceis com uma frequência acima da razoável para a importância que a fábrica tem na estratégia da empresa. Algo que a Chery sentiu ao montar fábrica na mesma região, mais especificamente em Jacareí. A operação ficou tão complicada que a chinesa preferiu vendê-la à CAOA.

O sindicato de São José dos Campos cobrava, este ano, um aporte bilionário que teria sido prometido em 2013, mas a GM disse que descartou o investimento em 2015, conforme mostra reportagem do G1. Fábrica sem investimentos sabe que está na iminência de fechar. A GM paquera a ideia há anos, o que explica em parte a abertura das fábricas de Gravataí e de Joinville. Em 1994, o Corsa, um dos maiores sucessos de vendas da história da empresa no Brasil, começou a ser produzido naquela fábrica, a mais antiga da GM no país. O fato de não fazer mais nenhum carro de grande volume é mais um mau sinal para a fábrica sessentona. Que talvez não chegue aos 70.

Fábrica da GM em Hamtramck, Detroit

O fechamento das fábricas faz parte de um esforço de aumento da utilização da capacidade das plantas que permanecem ativas. Com elas, morrem diversos modelos nos EUA, como os Chevrolet Impala, Cruze e Volt, o Buick LaCrosse e o Cadillac CT6. Segundo a GM, a ideia é focar em "crossovers, SUVs e picapes", algo que permeia todo o informativo à imprensa divulgado pela empresa. É a mesma ideia que a Ford divulgou em abril deste ano e que foi pesadamente criticada. Com otimização de seu portfólio, concentrado nestes modelos, a GM espera produzir mais de 75% de seus carros sobre apenas 5 plataformas no começo da próxima década.

Fábrica da GM em Lordstown, Ohio

Outras medidas anunciadas pela empresa, no esforço de chegar a "Zero Acidentes, Zero Emissões e Zero Mortes" em seus carros, são a integração de seus times de desenvolvimento de motores e de veículos e a expansão do uso de ferramentas virtuais de desenvolvimento. A empresa fala também em transformar sua mão de obra, o que corresponde a demitir 15% de todos os seus funcionários e 25% de seus executivos, para dinamizar a tomada de decisões. Outro eufemismo é "comprimir" seus centros de desenvolvimento. Fechar seria uma expressão mais adequada. Por fim, a GM fala em aumentar "a quantidade de componentes de alta qualidade em sua linha de produtos, especialmente aqueles que não são visíveis ou perceptíveis para os consumidores". O que é uma tremenda mudança de direção em uma empresa que vende tantos produtos nota zero nos testes de impactos, como é o caso do Aveo e já foi o do Onix e do Prisma. Talvez porque, agora, os consumidores fiquem sabendo que faltam componentes, como os airbags de cortina no Cruze sulamericano.

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