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Injeção direta - O que é e para que serve?

Inicialmente associada a motores diesel, a injeção direta é hoje a base de uma nova geração de motores a gasolina mais eficientes

Primeiro, tivemos o carburador. Ele foi o principal componente do sistema de alimentação do motor, gerindo a mistura ar-combustível nas proporções necessárias ao bom funcionamento da mecânica. Mas se tornou obsoleto, principalmente por não conseguir corresponder às cada vez mais restritivas normas antipoluição. Veio então a injeção eletrônica, que jogava o combustível no coletor de admissão por meio de um único bico ou pelo sistema multiponto. Era, por isso, chamada de indireta. Estes sistemas deram cartas até hoje, altura em que os evoluídos motores com injeção direta parecem querer assumir definitivamente este território enquanto o motor a combustão continuar vivo. Só que muita gente se pergunta o que é a injeção direta. E esse texto pretende explicar a questão.

 

Diferenças entre um motor de injeção direta e indireta?

O sistema de injeção indireta tem a vantagem de ser uma solução mais simples. É extremamente eficiente e apresenta níveis de confiabilidade elevadíssimos, mas não é tão eficiente na administração do consumo quanto os motores de injeção direta. A grande diferença entre ambos está, basicamente, no ponto onde ocorre a referida injeção do combustível: no esquema de injeção indireta, como já dissemos, ela ocorre ainda no coletor de admissão, fora do cilindro. No sistema direto, o combustível é injetado diretamente no interior da câmara de combustão, permitindo uma queima mais eficiente. E, com isso, um desempenho mais convincente, com menor desperdício.

Ou seja, nos sistemas de injeção direta não há uma mistura prévia do ar e do combustível. O ar entra por meio dos coletores de admissão enquanto o combustível é adicionado com precisão cirúrgica pelos injetores. A posição do injetor permite uma otimização do chamado “spray” de combustível, que resulta numa combustão mais completa, gerando mais potência que nos outros sistemas de injeção para o mesmo consumo.

Os primeiros motores com injeção direta

Na década de 1950, os fabricantes de automóveis começaram a experimentar motores com injeção direta, em protótipos e veículos de competição ou em muito exclusivos e caros automóveis esportivos (o Mercedes 300 SL foi um dos primeiros a utilizar o sistema, mecânico). Mas, foi a Fiat, em 1988, a primeira marca a lançar um modelo de produção em massa com motor diesel de injeção direta, o Croma TDI. A Audi também reclama o pioneirismo na adoção desta técnica, mas o Audi 100 TDI só chegaria aos mercados um ano mais tarde, em 1989. De qualquer forma, estava lançado o mote para uma espécie de revolução na indústria.   

Qual é o melhor sistema?

Como em tudo, também há desvantagens na democratização desta tecnologia. Desde logo, todas as que estão associadas à sua maior complexidade.

Um sistema de injeção direta é sempre mais custoso de produzir, mais dispendioso de manter e, tecnicamente, a sua manutenção também é mais exigente. Contudo, as vantagens são claramente mais importantes. E não se esgotam no aumento de eficiência do automóvel, com benefício para o consumo.

Fazendo a injeção diretamente no compartimento, no momento exato, na quantidade certa, evitando perdas e mantendo a qualidade da explosão da mistura, a utilização da injeção direta permite o melhor aproveitamento da energia disponível, com ganhos de potência que rondam os 5%.

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