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Sob a PSA, Opel poderá "voltar" a vender carros no Brasil

Ideia do plano PACE! é tornar a marca global, com vendas em mercados como Rússia, China, Irã, Argentina e também por aqui

Quando anunciou o novo plano de recuperação da Opel, em Rüsselsheim, na Alemanha, o novo CEO da empresa, Michael Lohscheller, falou algo que muito nos interessa. Tanto aos fãs da marca, cientes de que são dela os projetos do Vectra, do Astra e do Corsa, entre outros modelos que marcaram época no Brasil, quanto a quem não tinha nem pista disso. O caso é que, além de tornar a empresa lucrativa, a PSA também pretende transformá-la em uma marca global. Com vendas na Rússia, Irã, Argentina e, potencialmente, também na China e no Brasil.

A referência textual a nosso mercado foi relatada pela Automotive News, presente à coletiva de imprensa que anunciou o plano PACE!. A sigla tem dois significados: Profitability (lucratividade), Agility (agilidade), Collaboration (colaboração) and Enablement (capacitação) ou Performance, Accountability (responsabilidade), Customer Focus (foco no cliente) and Empowerment (empoderamento). Pace, por sua vez, significa ritmo. Em outras palavras, colocar a Opel de volta nos trilhos e fazê-la embalar.

Carlos Tavares e Michael Lohscheller

Para chegar lá, a PSA investirá em comunização de plataformas. Em outras palavras, todos os futuros modelos da marca serão baseados nas plataformas CMP, para veículos compactos, e EMP2, já usada em diversos modelos médios, como o Citroën C4 Picasso e os Peugeot 3008 e 5008. Isso até 2024. Atualmente, a Opel usa 9 plataformas diferentes. Motores e transmissões também passarão a ser do grupo PSA. Das atuais 10 famílias, o plano é chegar a apenas 4.

Michael Lohscheller

Segundo Lohscheller e Carlos Tavares, CEO da PSA, isso deve levar a uma economia de escala de € 1,1 bilhão em 2020 e € 1,7 bilhão em 2026. Com estes números, a Opel deve voltar a ter lucro precisamente em 2020, de 2%. Em 2026, a meta é levá-lo a 6%.

Futuro crossover Opel

Outras fontes de economia serão em marketing (mais de10%), manufatura, processos administrativos, pesquisa e desenvolvimento (para cerca de 7% do resultado). Mas nada disso adianta se os mercados da Opel continuarem restritos à Europa. Daí o plano de expansão de mercados. A empresa pretende entrar em 20 novos mercados até 2020. Eles também contarão com novos produtos, como o crossover antecipado pela imagem acima, e grande processo de eletrificação, com híbridos e modelos puramente elétricos. Ao todo, a Opel terá 9 novos modelos até 2020. Até 2024, todas as linhas terão algum tipo de eletrificação, com o Grandland X PHEV, híbrido, e a nova geração do Corsa com uma versão movida apenas a bateria. Provavelmente vendida também aqui no Brasil, se houver condições para isso. Fica a torcida para que elas surjam oportunamente.

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